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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Escondidinho de Carne-Seca


Ingredientes


500 gr de carne seca
1 kg de mandioca
1/2 unidade(s) de cebola ralada(s)
quanto baste de cheiro-verde
1 copo(s) de requeijão
quanto baste de azeite
quanto baste de leite
quanto baste de manteiga
quanto baste de sal


Modo de Preparar

De véspera coloque a carne seca de molho e vá trocando a água para tirar o sal. Cozinhe a carne seca e depois de cozida, retire a gordura e desfie em pedaços médios, reserve. cozinhe a mandioca até que fique bem macia. Faça um purê com pouco leite (para ressaltar o gosto da mandioca), manteiga e sal. Em uma panela, refogue a cebola no azeite. Adicione a carne seca e a salsa e cebolinha, deixe apurar um pouco. Em um pirex coloque o purê de aipim, por cima a carne seca e cubra com um copo de requeijão. Leve ao forno quente rapidamente para derreter o requeijão.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Brasileirinho - Simples - gostoso... Mexido bão

Ingredientes

  • 3 escumadeiras de arroz cozido --
  • 1 concha de feijão cozido e temperado;
  • 2 ovos;
  • 1 molho de couve;
  • 150 gramas de torresmos;
  • 150 gramas de lingüica calabresa;
  • 150 gramas de bacon;
  • Cebolinha a gosto.
Preparo:
  1. Fritar o bacon, a calabresa e o torresmo. Reservar.
  2. Em outra panela, fritar um ovo e juntar a couve picada, bem fininha e já refogada, o arroz e o feijão. Reservar.
  3. Cozinhar um ovo e picá-lo em rodelas, para enfeitar.
  4. Numa tigela, pôr uma camada do mexido, sobre ela uma outra camada de calabresa, bacon e torresmo.
  5. Repita a operação mais uma vez.
  6. Enfeitar com bacon, cebolinha e ovo cozido, picado em rodelas. Servir quente.


Oxum a dona da cozinha !!!

“Somente o cozinheiro baiano possui o segredo de tornar uma refeição saborosa e, por isto, de fácil ingestão”
Comumente ouve-se na Bahia que alguma pessoa possui ou não “mão boa” para realizar determinada tarefa, principalmente quando falamos de cozinha.( Manoel Querino 1922 p.45)
A atribuição de cozinheira fazia de Oxum uma mulher detentora de poder e respeitada por tal empresa, pois sem ela não haveria alimentação e a dinâmica do Axé, energia sagrada, estaria prejudicada.
Portanto, percebemos a cozinha enquanto elemento de valoração positiva, fazendo da cozinheira o ator sintagmático detentor de outros atores, os paradigmáticos, passíveis de serem cooptados (Rafestin 1993).
Em alguns candomblés de Salvador, diz-se que as filhas de Oxum são as melhores cozinheiras e que Oxum é a responsável pela cozinha, seus segredos e Axé, através de Oxum, dona dos temperos em terreiros baianos, apropriam-se deste lugar como espaço de mando e território de sua realização pessoal por isso, no preparo dos alimentos sagrados, tem que haver sempre uma "Iaô" sua para que todo o ritual tenha andamento.

Vatapá

Vatapá

Ingredientes:

2 xícaras de farinha de mandioca (de primeira qualidade)
2 litros de leite de coco.
300ml de azeite de dendê (fabricado artesanalmente de preferência)
3 cebolas grandes
250 grs de castanhas de caju (torrada e sem casca e de excelente qualidade)
250 grs de amendoim (torrado e sem casca e de excelente qualidade)
300 g de camarão seco e defumado
1 colher de sobremesa de gengibre ralado (opcional)
250grs de bacalhau (ou qualquer outro peixe salgado)

Modo de fazer:

Coloque o bacalhau de véspera na água, trocando-a varias vezes, para desalga-lo.
Retire as espinhas do bacalhau deixando-o em pedaços médios e reserve.
Em uma panela grande coloque o leite de coco.
Triture no liquidificador as castanhas, o amendoim, as cebolas, o gengibre e camarão seco defumado.
Coloque os ingredientes triturados na panela junto ao leite de coco, misturando-os com uma colher de pau grande.
Reserve os maiores camarões secos inteiros porém sem a casca e sem a cabeça (aproveite as cascas e a cabeça triturando-as no liquidificador).
Acrescente o azeite de dendê misturando com a colher de pau grande.
Coloque aos poucos, com muita paciência a farinha de mandioca mexendo para não embolar.
Cozinhe em fogo brando, sempre mexendo.
Junte o bacalhau.
Não deixe a panela no fogo sozinha, obrigatoriamente tem mexer enquanto estiver com o vatapá no fogo.
Quando o Vatapá estiver soltando da panela acrescente os camarões secos grandes que foram anteriormente reservados.
Experimente, em relação ao sal e ao sabor se todos os ingredientes estão e cozidos uniformemente.
Começando o Vatapá a ferver e borbulhar respingando, estará quase pronto.
Mexa por mais dez minutos e retire do fogo.
Lembre-se que, a castanha, o amendoim, camarão seco defumado e o bacalhau mesmo desalgado ainda contem sal.
Sirva morno.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A arte de fazer Feijoada !!!

A FEIJOADA DE OGUN:

A feijoada de Ogum é servida às doze horas, em data próxima ou no dia 13 de junho, dia de Santo Antônio. Seu preparo é de alto significado ritual, representando a união do trabalho e da fé. Normalmente a feijoada de Ogum segue exatamente o mesmo modo de preparo das feijoadas tradicionais, Ogum gosta de carnes “gordas” de fartura, isso se deve ao fato de que a feijoada é uma comida “comunitária”, que deve por excelência ser servida a toda a comunidade do terreiro.Lembre-se que Ogum é um Orixá que não gosta de perder tempo com coisas elaboradas, ele prefere as coisas simples, como um inhame acara ou cará, assado com dendê e mel, na maioria dos casos isto lhe basta.

Ogum, segundo a teologia dos terreiros, ele marcha à frente de todos os cortejos, rememorando a chegada dos novos tempos, sob a marca do ferro. Ogun é o senhor das coisas cortantes. É o patrono dos ferreiros e lembrado como pai da metalurgia. Representa a ousadia do homem em domesticar o fogo, trazendo-o para a casa, inventando a forja e construindo cidades.É o senhor da guerra, que, por vezes, se enfurece, devastando tudo que atrapalhar seu caminho. Ele derrota o inimigo em seu campo de batalha. Sua ira é incontrolável! No terreiro é sob a forma de desbravador e guerreiro que Ogun vai ser lembrado, empunhando sempre uma espada.

Não tenha pressa, cozinhe com muita calma, paciência e amor. Aqui na Bahia, os mais velhos de forma cerimoniosa chamam a Arte de Fazer Feijoada.


INGREDIENTES

300 gramas de costela de boi/chupa molho (magra)
200 gramas de
carne seca/carne do sertão/jabá (magra)
200 gramas de
costela de porco salgada
200 gramas de
costela de porco defumada
200 gramas de
pé de porco salgado ( 1 pé de porco médio)
200 gramas de
pé de porco defumado (1 pé de porco médio)
100 gramas de
rabo de porco salgado (1 rabo de porco médio)
100 gramas de
orelha de porco salgada (1 orelha de porco)
100 gramas de
carne de sal presa de porco (magra)
150 gramas de
lombo de porco defumado
100 gramas de
paio (1 paio)
100 gramas de
lingüiça portuguesa ou defumada (1 lingüiça grande)
100 gramas de
língua de porco salgada
150 gramas de
bacon
50 gramas de
toucinho de porco salgado
1 kg de
feijão mulatinho (novo)
2 unidades de
cebola grande descascada e picada em cubos pequenos
1
cabeça grande de alho descascados e amassados
8 folhas de
louro para o tempero (ou mais)
1 colher de sobremesa de
pimenta do reino (ou mais)
1 colher de sobremesa de
cominho (ou mais)
1 colher de chá de
louro em pó (ou mais)


MODO DE FAZER:

Coloque as carnes salgadas submersas em água em uma vasilha grande de véspera, trocando esta água constantemente para que fiquem dessalgadas.
Reserve as carnes defumadas (muito bem lavadas) em um recipiente guardando-as.

Catar e lavar o feijão mulatinho, escorrer e reservar.

Corte o toucinho em cubinhos e coloque na panela aquecida onde pretende fazer a feijoada, deixando-o fritar.

Assim que o toucinho se transformar em torresmo, acrescente o alho e a cebola para refogar.

Coloque as carnes que foram dessalgadas e comece a refogá-las mexendo-as com uma colher grande de pau até ficarem douradas.


Junte as carnes defumadas.

Acrescente a pimenta do reino, o cominho e o louro em pó.

Adicione o feijão e água suficiente para encobri-lo juntamente com as carnes e as folhas de louro.

NUNCA adicione sal.


No final do cozimento o sal estará equilibrado, lembrando que as carnes defumadas não foram dessalgadas e as demais carnes ainda contêm uma boa quantidade de sal.

Leve ao fogo máximo a feijoada até ferver, colocando-o em fogo brando logo após abrir fervura, a temperatura será mantida.

Não esqueça de conferir a quantidade da água, que tem por obrigatoriedade estar encobrindo toda a feijoada.

Passada aproximadamente uma hora ou menos, verifique se algumas das carnes já estão cozidas, caso estejam no ponto, retire-as colocando-as em uma vasilha aberta.

Observe sempre se o feijão encontra-se cozido, porém com os grãos inteiros e firmes (JAMAIS virando papa, NUNCA amolecido demais).

Com o feijão cozido, recoloque todas as carnes (uma por uma com muito cuidado) que foram retiradas deixando-as no fogo por mais dez minutos.

Tampe a panela, apague o fogo espere duas horas e meia, para que o feijão fique encorpado e o sabor apurado com todas as carnes.

Caso queira remova o excesso de gordura que ficará na borda da panela da feijoada.

Sirva quente, com todas as carnes inteiras e separadas do feijão em vasilhas distintas.
Acompanha arroz branco, farinha de madioca e molho de pimenta lambão.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Caruru




Refeição oferecida pelo devoto dos Ibeiji, ou os gêmeos identificados no sincretismo religioso com São Cosme e São Damião, na data de sua comemoração 27 de setembro, na cidade do Salvador e noutros pontos da Bahia.

Os Ibejis são filhos de Iansã com Xangô onde a dona dos ventos deu para Oxum criar. Os Ibejis representam a solidariedade, a gemelaridade (qualidade das coisas gêmeas, compostas de dois inseparáveis, e assim do próprio processo de conhecimento humano, composto de pares inseparáveis de oposições) são entidades Gêmeas que formam um único orixá, permanentemente duplo, (formado por duas entidades distintas), que coexistem, representando o princípio básico da dualidade. São Orixás crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas. Representam ainda os irmãos, a infância, o inicio da vida, momento em que a dependência da solidariedade é maior.

A festa que se divide em duas fases: caruru-dos-meninos (com ritual) e caruru-dos-grandes, à vontade. Os adultos são convidados entre as pessoas íntimas, conhecidas da família do devoto. A festa não é feita para os grandes pertence exclusivamente aos meninos, que são os verdadeiros "comensais".

O prato especial é o Caruru prato típico da cozinha baiana, trazido para o Brasil pelos escravos essa iguaria, de sabor peculiar e recheada de história. Serve-se o Caruru com os demais pratos da festa: vatapá, feijão fradinho, galinha de xinxim, acarajé, abará, arroz branco, farofa de azeite de dendê, pipocas, amendoim, cana picadinha, banana frita, abóbora, milho branco, milho amarelo, coco seco em pequenos pedaços, rapadura, inhame, feijão preto, feijão branco, ovo cozido, doces e bolos etc.
INGREDIENTES

3 kg de quiabo verdinho.
2 xícaras de chá de água
300 ml de azeite de dendê (fabricado artesanalmente de preferência)
250 gr de castanha de caju torradas e descascadas de excelente qualidade
250 gr de amendoins torrados descascados de excelente qualidade
300 gr de camarão seco defumado (só retire os olhos)
1 colher de sobremesa de gengibre ralado (opcional)
2 tabletes de caldo de bacalhau (opcional)
4 cebolas médias

MODO DE FAZER:

Lave os quiabos e enxugue os quiabos (de um a um) e reserve.

Despreze dos quiabos tampa e o fim do cabo.

Corte os quiabos em rodelinhas ou corte-os em pequenos quadradinhos (fazendo um X em cada um).

Não lave depois de cortado uma vez não existe a necessidade e o quiabo fica com mais baba.

Escolha uma panela tipo caldeirão (com espaço bem amplo para mexer com uma colher de pau grande) cubra o fundo da panela com azeite de dendê.

Acrescente os quiabos.

Triture no liquidificador as castanhas, o amendoim, o gengibre, as cebolas e camarão seco defumado colocando-os na panela junto aos quiabos cortados.

Reserve os maiores camarões secos inteiros porém sem a casca e sem a cabeça (aproveite as cascas e a cabeça triturando-as no liquidificador).

Misture tudo com uma colher grande de pau.

Coloque os quiabos com os demais ingredientes com as duas xícaras de água para cozinhar em fogo brando, mexendo sempre.

Acrescente o azeite de dendê deixando-o cozinhar bastante, caso note que o Caruru esteje sem cor coloque mais azeite de dendê.

Havendo dificuldade de mexer o Caruru, coloque mais um pouco de água.

Sempre mexendo com uma colher de pau sem deixar que Caruru pegue no fundo da panela.

Exige total vigilância.

Se quiser coloque dois caldos de bacalhau.

Ao abrir fervura espere por mais 15 minutos mexendo sempre e acrescente os camarões inteiros reservados.

Verifique a textura do quiabo, caso este se encontre completamente homogeneizado e cozido, assim como os demais ingredientes e estiver soltando da panela o Caruru esta pronto.

Lembre-se que a castanha, o amendoim, camarão seco defumado e o caldo de bacalhau contem sal.

Sirva morno.